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Genes determinam inclinação à religiosidade ou ao ateísmo, indica estudo

Traços de personalidade agrupados – e os comportamentos correspondentes – sugerem relação com componentes genéticos. Para investigar a hipótese, muitos cientistas estudam a fé de gêmeos em diferentes períodos da vida. O objetivo é identificar de que maneira algumas variáveis (experiências particulares, fatores ambientais compartilhados relacionados à família e ao ambiente e hereditariedade) colaboram para a religiosidade.

Diversos estudos indicam que o ambiente compartilhado (a relação da família com a religião) influi bastante, principalmente durante a infância e adolescência. Posteriormente, quando temos entre 18 e 25 anos, isso tende a enfraquecer e a dar lugar a influências genéticas.

Em um estudo de 2005, a psicóloga Laura Koenig e seus colegas, na época da Universidade de Minnesota, analisaram pesquisas com gêmeos sobre religiosidade, comparando a adolescência com a fase adulta. Os cientistas calcularam, por meio de um modelo estatístico, a importância relativa de fatores genéticos e da influência ambiental dessas etapas da vida. Os resultados mostram que, na adolescência, agenética (predisposição a determinados traços de personalidade) é responsável por apenas 12% da identidade religiosa, enquanto a educação contribui com 56% (o restante fica por conta dos eventos únicos que interferem na vida). Já no caso dos adultos, 44% da religiosidade pode ser atribuí-da à genética e 18% à influência ambiental.

Os dados ajudam a explicar como a hereditariedade pode contribuir para que, na fase adulta, as pessoas abandonem as crenças da época da infância. Quanto mais nos afastamos das influências dos primeiros anos de vida mais pesam os fatores idiossincráticos. De certa forma, nascemos com inclinação à religiosidade ou ao ateísmo. Foi Deus que nos escolheu? Para muitos, a resposta é sim – e fez isso usando como “instrumentos” nossos pais, conhecidos, genes e eventos da vida.

http://bit.ly/1lrcQPT

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