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Células-tronco podem ajudar a controlar epilepsia infantil

Complexa e de difícil tratamento, a “crise de ausência” é uma manifestação de epilepsia que afeta principalmente crianças. Não há espasmos musculares, mas um lapso de consciência que não dura mais que 30 segundos – os olhos do paciente podem girar para cima ou se fixarem no vazio, e, geralmente, ele não percebe a crise. Aproximadamente, um terço dos diagnosticados não responde à medicação. Agora, um estudo publicado na Cerebral Cortex sugere que transplante de células neurais pode amenizar as crises.

O neurobiólogo Troy Ghashghaei e sua equipe, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, analisaram o cérebro de camundongos geneticamente modificados para simular o transtorno neurológico e observaram, durante as crises, hiperatividade no córtex visual primário (no lobo occipital) e córtex somatossensorial primário (no parietal), áreas relacionadas à visão e ao tato respectivamente. Em seguida, colheram células-tronco neurais embrionais de uma região do cérebro em desenvolvimento que gera interneurôniosGABAérgicos, responsáveis pelo desenvolvimento de redes neurais, e transplantaram para o córtex occipital dos animais doentes. O procedimento reduziu expressivamente os sintomas e aumentou o peso dos bichos e seu tempo de vida em comparação com os que não receberam tratamento.

“Há neurônios que excitam e outros inibem a atividade cerebral. Acreditamos que os neurônios inibitórios, responsáveis pela secreção do neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), estejam relacionados ao transtorno — diversas pesquisas recentes feitas com ratos demonstram que essas células são alteradas em pessoas com ‘crises de ausência’”, diz Ghashghaei.

Os cientistas estão animados com os resultados, mas alertam que mecanismos envolvidos não foram esclarecidos. O próximo passo é desenvolver um método de reprogramação celular para gerar neurônios GABAérgicos saudáveis. O objetivo é criar novas terapias para pessoas que sofrem de várias formas de epilepsia, principalmente as que não respondem às medicações disponíveis.

http://bit.ly/1wWue4I

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