16 Fev

O mês de fevereiro marca o período de sensibilização quanto ao Mal de Alzheimer. No Brasil, o número de pessoas com a doença já atinge cerca de 1,2 milhão. Apenas metade delas se trata, e, a cada ano, surgem 100 mil novos casos. A estimativa é a de que esse número dobre até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer.

Além disso, a cada duas pessoas com a doença, apenas uma sabe que a tem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número de casos aumente em até 500% em toda América Latina.

Em relação à abrangência do Alzheimer pelo mundo, temos os seguintes dados: na África, 2,2% da população desenvolveram a doença; na América do Norte, 6,4%; na América do Sul, 7,1%; na Ásia, 5,5% e, na Europa, 9%. Em relação à idade, os pesquisadores encontraram que indivíduos entre 65 e 69 anos tinham uma prevalência média de 1,17%.

FATORES DE RISCO

Dentre os fatores de risco para a doença de Alzheimer, a idade avançada é o maior. Após os 65 anos, a chance de se desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos, fazendo com que 40% das pessoas acima de 85 anos tenham a doença.

Alguns outros fatores são:

Sedentarismo

Tabagismo

Hipertensão arterial

Colesterol e/ou triglicerídeos elevados

Diabetes mellitus

Depressão após os 50 anos de idade.

SINTOMAS

Dificuldades na fala

Esquecer fatos que aconteceram recentemente

Dificuldade em se situar no tempo (saber em qual data ou hora estamos)

Perder-se em lugares conhecidos e até familiares

Dificuldades em tomar decisões ou ter iniciativa própria

Abatimento e tristeza sem motivo aparente

Mudanças repentinas de humor

Ficar com raiva ou agressivo por razões aparentemente simples

Depressão e perda de interesse por atividades que gosta

DIAGNÓSTICO

A avaliação neuropsicológica buscará entender a mente da pessoa. Os testes psicológicos vão medir as capacidades do idoso e verificar o funcionamento do cérebro. Juntos com a observação do comportamento relatados pela família, essas informações ajudam o médico a concluir o diagnóstico do Alzheimer. Um neurologista, através de testes, juntamente com a avalição neuropsicológica é o ideal para fazer o diagnóstico na doença.
Além disso, será possível saber em qual estágio o doente se encontra. Há, por exemplo, uma fase anterior a demência, chamada de comprometimento cognitivo leve. Nesse caso, há sim um comprometimento das habilidades, mas não a ponto de prejudicar as atividades diárias. Ela pode ou não evoluir para a fase inicial do Alzheimer.

Caso a pessoa seja já diagnosticada com Alzheimer, deve-se começar o tratamento imediatamente. Lembre-se: o quanto antes for feito o diagnóstico, mais rápido poderá iniciar o tratamento. Isso inclui não só medicamentos, mas também atividades de estimulação.

PREVENÇÃO

Mantenha a cabeça em funcionamento

Durma bem

Pratique exercícios

Tenha uma alimentação balanceada

Conforme dito acima, uma avaliação neuropsicológica juntamente com uma neurológica, pode diagnosticar a doença.

O Centro de Estudos em Neurociências "Prof. Dr. Raul Marino Jr." do Instituto Neurológico de São Paulo, oferece o curso de Extensão e Especialização em Neuropsicologia, confere a titulação de ESPECIALISTA e está em conformidade com a resolução do MINISTERIO DA EDUCAÇÃO (MEC).

Quer saber mais sobre Neuropsicologia?
Matricule-se em nosso Curso de Extensão e Especialização em Neuropsicologia, as vagas são limitadas. Garanta a sua!

Invista no seu futuro